Como os Pensamentos Influenciam a Sua Vida Para Melhor e Para Pior?

Você já pensou em parar de pensar? Contemplar a paisagem? Refletir sobre a vida? Ou você é daquelas pessoas que afirmam não terem tempo pra nada e que apenas vivem a vida do jeito que ela é?

Neste post vamos falar um pouco sobre como os pensamentos influenciam a sua vida de forma direta, o que passa pela sua cabeça rotineiramente e quais são os seus pensamentos mais recorrentes. Saiba que a sua percepção de felicidade e bem-estar está diretamente relacionada com os seus pensamentos.

Tudo que externalizamos por meio de atitudes, primeiro já foi pensado várias vezes em nossa mente (Conhece aquela história em que a pessoa se aproveita da bebida para falar aquilo que pensa e que não tem coragem de falar conscientemente?).

A percepção que temos da nossa realidade influencia na maneira como encaramos as dificuldades da vida. Aquilo em que acreditamos e nos faz ser do jeito que somos revelam nossas crenças. Para explicitar melhor vou colocar aqui alguns pensamentos que revelam crenças interiores. Exemplo:

  • O dinheiro só vai para onde já se tem.
  • Eu sou assim e vou morrer assim.
  • Deus ajuda quem cedo madruga.
  • Eu nunca vou conseguir.
  • Todas as pessoas que eu gosto morrem ou desaparecem.

Entre outras.

Pensamentos como esses te limitam e fazem com que você não perceba o que está ao seu redor, eliminando qualquer oportunidade que venha bater a sua porta. Isso representa um prejulgamento capaz de te fazer infeliz e sem a menor chance de automotivação porque você acredita nisso. Esse padrão mental, repetido várias vezes para si mesmo, faz com que você fique desmotivado, podendo levar até mesmo a depressão. Ele te leva a angústia de viver, pois não se tem como escapar de sentenças como essas a não ser mudando a estrutura mental, mudando os pensamentos.

Mas por que isso ocorre?

Nossas crenças internas são formadas em nossa infância. Na verdade, já no ventre materno pesquisas apontam que o feto consegue captar, sentir, tudo o que acontece ao redor da mãe. Exemplo: Mulheres grávidas que escutam sempre uma mesma música relaxante ou lenta, depois do nascimento, os bebês, ao entrarem em contato com essa música, se acalmam e relaxam, mesmo estando agitados. Isso nos ajuda a entender melhor porque somos do jeito que somos. A pergunta que devemos nos fazer é: Qual eram os pensamentos dos meus pais/avós ou de quem eu tinha um maior contato na infância? Você pode se assombrar com a similaridade de seus pensamentos com o das pessoas que viviam com você na sua infância.

O mais importante é você saber que tudo tem uma origem. Ainda que você responda que seus pais eram pessoas superpositivas e motivadas, pode ser que os seus pensamentos de hoje tenham sido originados por conta de algum trauma ou acidente que você tenha passado. O que você é hoje surgiu como fruto de pensamentos automáticos e repetitivos.

Claro que existem casos especiais sem causa aparente, mas esta percepção existe apenas por conta da falta de uma investigação mais apurada. No entanto, não é necessário se remontar às causas para se obter a mudança de pensamento geradora de angústia e sofrimento. O mais importante é a identificação e o reconhecimento desses pensamentos pois além de provocar baixa autoestima, isso abaixa sua imunidade dando brechas para a somatização.

Pensamentos x Psicossomática

Você sabe o que é Psicossomática? Bem… Podemos dizer que psicossomática É uma ciência interdisciplinar que estuda a influência de vários fatores sociais e psicológicos nos processos orgânicos do corpo e sobre o bem-estar das pessoas.

Cada dia que passa as pesquisas confirmam que as doenças são reflexos dos pensamentos e das emoções decorrentes deles, revelando que existe uma interação muito maior do que se imaginava entre o que pensamos e o que geramos de mal em nosso corpo por conta disso. Exemplo: Você chega em casa depois de um dia estressante de trabalho, cheio de dor de cabeça. Muito provavelmente, se não há outra causa, a dor de cabeça é um reflexo dos seus pensamentos em relação  ao trabalho.

Assim, a ciência avança fazendo cada vez mais interconexões entre pensamentos e bem-estar social, psíquico e físico. Somos aquilo que pensamos, ou seja, quanto mais pensamentos negativos ou retrógrados tivermos, mais vamos experimentar sensações de inquietude, miséria emocional e limitações psicológicas.

Somos pegos, quase que inconscientemente, pelas armadilhas do nosso pensamento automático que nos faz preservar aquilo que sempre acreditamos por uma questão paradoxal de conforto psicológico. E deixamos que isso ocorra porque estamos cansados e sobrecarregados.

Um mundo de conexões

Um mundo de conexões

É normal hoje em dia vivermos nos queixando de fadiga e estresse. Afinal, num mundo totalmente conectado, não temos mais a oportunidade de descansar, pois a todo momento alguém nos chama no WhatsApp, no Facebook, no Messenger, no Periscope ou em outra mídia social da sua preferência. E ao contrário do que se possa imaginar, quando não são os outros nos chamando, somos nós mesmos que procuramos a interação com nossos amigos pois isso se tornou um vício de difícil solução porque não se reflete no quanto isso pode estar nos prejudicando direta ou indiretamente.

Isso acontece porque somos autoindulgentes demais conosco. Muitos podem dizer: Ah, vou ficar aqui só um pouquinho para me distrair, afinal, eu trabalho tanto… eu mereço esse descanso.

O que acontece é que esse tempinho, na verdade, virou um tempão e isso colabora para que continuemos a viver no automático, sem termos a menor consciência para onde estamos indo, vivendo num mundo de fantasia, no mundo de Alice, e continuamos reclamando do quanto estamos cansados.

É claro que não sou contra a nenhuma rede social, pelo contrário, consigo enxergar muitos benefícios nessa aproximação das pessoas independente do lugar onde elas estejam, e isso é muito, muito bom. Mas, quando você fica o tempo todo conectado é como se estivesse recebendo todos esses amigos na sua casa todos os dias e tenho certeza que se isso acontecesse, a maioria não iria aguentar, pelo simples fato de que necessitamos de privacidade e descanso, o que a conexão full time está sorrateiramente tirando de nós sem que nós percebamos.

Acalme sua mente

Procure relaxar e dar um descanso a sua mente. Se você chega do trabalho e vai ver o noticiário cheio de notícias ruins, negativas e pessimistas ou vai entrar na rede social para se distrair, a verdade é que você não está tendo tempo nenhum para dedicar a si mesmo pois a sua mente continua em 220v, a 1000km por hora, pensando em várias coisas ao mesmo tempo e com conteúdo muito diverso e que na maioria das vezes não presta para nada. E quando você se dá conta, já está na hora de dormir para acordar no dia seguinte e começar tudo de novo. Isso sem falar nos afazeres domésticos, da atenção dispensada para os filhos, cônjuge e por aí vai.

Agindo desta forma é que contribuímos para nossos problemas de pressão, dores de cabeça e tantas outras doenças que são avisos do nosso inconsciente de que precisamos nos dar um pouco mais de tempo.

E aqui vão algumas dicas para você tirar o pé do acelerador:

  • Caminhar pela natureza, observando a paisagem;
  • Desligar os celulares;
  • Ler um bom livro, que te faça refletir;
  • Meditar, silenciando a mente;
  • Deixar de ver televisão (pelo menos os noticiários).

Agora você pode me contestar e dizer que é um absurdo deixar de assistir ao noticiário. Por experiência própria posso dizer que não me faz falta nenhuma, pelo contrário, eu fico muito mais leve e acredite, você saberá das notícias mais importantes, rsrs. Afinal vivemos num mundo inteiramente conectado.

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2018-11-29T07:02:37+00:00novembro 29th, 2018|Neurociência|
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