Como vencer o medo?

Quanta coisa você tem deixado de fazer por conta do medo? O que você está deixando de viver? O quanto isso tem prejudicado a sua vida?

Bem… O primeiro sentimento que dá é o de frustração por não ter tido coragem suficiente para vencer esse sentimento de angústia que toma conta do corpo quase que por completo, impedindo a tomada de decisões e o poder sobre as escolhas feitas.

O medo é a emoção humana básica que evoluiu para nos proteger. É a reação de uma mistura de um fato externo real ou gatilho, com o significado que formamos em nossa imaginação. O medo desempenha um papel de suma importância na proteção daquilo que temos como de grande importância em nossas vidas. É ele que nos ajuda quando estamos diante de uma situação de perigo ou ameaça iminente. Por causa do medo, frequentemente, nos cercamos de precauções para que estejamos sempre preparados caso haja alguma eventualidade. Entretanto, até que ponto o medo pode nos prejudicar impedindo que vivamos plenamente?

Neste vídeo falo um pouco sobre isso…

Tipos de medo

Basicamente, podemos dizer que existem dois tipos de medo: o autêntico e o irreal. O medo autêntico é uma reação natural ao perigo real e imediato.

Por exemplo: estamos no meio da selava e nos deparamos com uma onça pintada ou somos abordados por uma pessoa armada querendo nos assaltar. Nesses dois casos há um motivo real que nos faz ativarmos o estado de alerta cerebral em virtude do perigo de vida iminente.

Antigamente, na época mais primitiva de nossa evolução, vivíamos sob forte tensão todo o tempo pois nossa luta maior era pela sobrevivência. Por isso vivíamos em estado de alerta constante sem nenhuma proteção pois a cada instante poderíamos ser surpreendidos por algum animal cheio de dentes pronto para nos devorar.

O medo irreal surge de nossa imaginação. Comumente damos diversos nomes para encobrirmos os nossos medos como, por exemplo, receio, insegurança, dependência, ansiedade, preocupação entre tantos outros que usamos como máscaras que encobrem o nosso real sentimento de perturbação. Um exemplo disso é quando a pessoa se nega a sair de casa, ir a algum lugar mais distante, frequentar lugares com muita gente, estar em ambientes fechados e por aí vai.

O medo pode se transformar em uma doença, quando passa a comprometer as relações sociais e a causar sofrimento psicológico, e é  justamente aí que ficamos impedidos de viver plenamente e de aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece para sermos felizes.

Isso acontece porque a pessoa cria uma imagem perturbadora em sua mente que a leva ter sentimentos de abandono e morte sem nenhuma explicação racional e aparente, a não ser por conta da sua própria criação mental perturbadora.

Muitos desses medos acabam atrasando a vida das pessoas pelo simples fato dela não querer ou não ter coragem para enfrentá-los. Muitos preferem ficar submissos a essa sensação desagradável por conta de não encontrarem um motivo real e superior a essa sensação que dá motivação para se desprender daquilo que as limita.

A capacidade de reação

A nossa mente tem uma capacidade extraordinária, mas que infelizmente ainda não aprendemos a usar com inteligência e sabedoria. É dentro dela que nossos medos irreais são formados por estarmos sempre tendo os mesmos pensamentos limitantes que nos escravizam ao invés de nos libertar: eu sou incapaz de fazer isso ou tomar aquela atitude. É pela repetição negativa de situações trágicas, em nossa imaginação, que criamos a nossa realidade ilusória.

No entanto, nosso cérebro é dotado de plasticidade e isso significa que podemos mudar sempre que desejarmos, mas como todo músculo, ele precisa ser exercitado. Assim como você não consegue ter músculos bem definidos se não fizer exercícios diárias, não tem como você vencer as barreiras impostas pelas suas limitações emocionais se você não decidir a seu favor e exercitar a sua vontade eliminando o dragão do medo.

Todos temos medo, contudo, devemos eliminar tudo aquilo que seja apenas fruto de nossa imaginação para ficarmos com aquilo que é real e, geralmente, quando fazemos isso, o medo dá lugar a uma sensação pequena de ansiedade natural que não nos impede de fazer nada.

Ao pegar a direção de um veículo pela primeira vez, por exemplo, tive um medo (que chamei de receio na época, rs) de perder a direção ou de fazer algo que pudesse levar a um acidente. Mas a vontade de alcançar o objetivo de poder dirigir para onde eu quisesse foi maior do que o meu receio de bater. O fato de um alpinista escalar o monte Everest, por exemplo, (tendo que vencer vários desafios, como temperatura abaixo de 30º negativos, avalanches, ventanias, acidentes entre outros), não significa que ele não tenha medo e sim que a sua vontade de chegar ao topo o faz vencer todos os desafios.

De onde vem isso?

Sabemos que somos muitas vezes fruto do meio em que vivemos. E também que os exemplos que estão ao nosso redor, bem como eventos traumáticos que vivenciamos no passado, ficam gravados em nossa mente e com o tempo viram verdadeiros fantasmas que nos perseguem incansavelmente até o dia que decidimos encará-los de frente.

Depois de tantos dissabores, acabamos aprendendo a nos comportar dessa maneira (com medo) como forma de autodefesa inconsciente para evitarmos a possibilidade de uma dor eventual. Isso acontece por estarmos cansados de sofrer internamente.

Independentemente de como o medo surgiu na sua vida, o que faz a maioria das pessoas pararem é o medo da mudança. Mudar significa sair da zona de controle e isso por si só causa temor e insegurança. A pessoa não sabe o que esperar e como os pensamentos automáticos são sempre negativos e pessimistas, isso faz com que ela paralise em meio a tanta pressão interna.

Como vencer o medo?

Afinal, como vencer o medo?

Nossos limites estão apenas dentro da nossa imaginação. As coisas têm o valor que conferimos a ela, ou seja, quanto mais você valorizar a sua dor e o seu medo, mais você estará preso a ela psicologicamente. Isso acontece porque existem muitas pessoas que por carência afetiva continuam ligadas ao medo. Afinal nesse período ela acaba tendo mais atenção das pessoas do que comumente teria.

Nada é fácil em nossa vida, mas podemos colocar em prática alguns exercícios no intuito de mudarmos o comportamento que aprendemos a ter por uma questão de autodefesa. Se aprendemos a nos comportar desta ou daquela maneira, podemos aprender a substituir esse comportamento negativo por um novo comportamento que trará mais liberdade e felicidade a nossas vidas, aproveitando todos os recursos internos de que dispomos além de criar outros para nos ajudar na transformação de nossas atitudes.

Imprimindo um novo comportamento

Temos sempre um diálogo interno que dispara o comportamento indesejado. Por isso coloco aqui algumas dicas que podem auxiliar no processo de mudança:

  • Separe o real do imaginário.
  • Tenha coragem, coloque um objetivo para alcançar que faça você ter mais motivação para vencer o medo.
  • Perceba qual é o seu diálogo interno. Escreva-o no papel e depois reescreva-o do jeito que você gostaria que fosse.
  • Faça uma lista de coisas que você está¡ perdendo por conta do medo.
  • Faça uma lista de coisas que você ganhará quando vencê-lo.
  • Como você ajudaria uma pessoa que estivesse passando por alguma situação de medo.
  • Tome uma atitude que te motive a tomar as rédeas da situação.

É claro que isso não é uma receita de bolo. Tudo vai depender do tipo de medo, dos traumas e das crenças que você criou ao longo da vida. Porém, essas dicas são a essência daquilo que você deve fazer para vencer os seus medos e modificar seu comportamento.

Assim, é possível tomar as rédeas de nossas vidas, tendo mais consciência das nossas atitudes e administrando melhor os nossos estados emocionais. Como consequência, temos a nossa autoestima elevada por termos vencido mais um desafio.

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2018-12-10T14:28:01+00:00novembro 19th, 2018|Inteligência Emocional|
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