7 Dicas de Neurociência que impactam na sua vida diária

Particularmente comecei a estudar neurociência a pouco tempo por conta da imensa curiosidade que tenho sobre processos mentais (Por que será? rsrs), mas também porque comecei a aprofundar estudos na Área de Inteligência Emocional para poder ajudar as pessoas a gerenciarem melhor os seus sentimentos e emoções.

Hoje, começamos a vislumbrar os aspectos fisiológicos do funcionamento cerebral que faz com que sejamos do jeito que somos. Isso por si só é algo que já explica muita coisa a respeito do nosso comportamento e assim conseguimos compreender melhor o outro também.

Desde o surgimento da neurociência, a cada dia que passa novas descobertas são feitas que colaboram para o nosso aprendizado, bem-estar e qualidade de vida, ampliando a nossa percepção sobre nós mesmos. Sabendo como o nosso cérebro funciona, conseguimos identificar mecanismos para efetuarmos uma mudança efetiva, modificando aquilo que não seja benéfico para nós.

Mas afinal, o que é Neurociência?

Neurociência é o estudo científico do sistema nervoso. Entretanto, atualmente ela é uma ciência interdisciplinar que colabora com outros campos como a educação, linguística, matemática, medicina, psicologia, entre outras. Porém, aqui abordarei somente aquilo que tenha uma relação direta com a psicologia e que tenha um impacto direto na sua vida diária.

Assim, decidi colocar algumas dicas para você poder colocar em prática que tenho certeza serão muito importantes para te ajudar a elevar sua qualidade de vida. Ao todo resolvi expor aqui 7 super dicas que aprendi com a neurociência, que tenho aplicado na minha vida diária:

1- Explore seus vários sentidos;

2- Modele alguém que você admire;

3- Adie recompensas;

4- Explore sua memória;

5- Priorize aquilo que é mais importante para você;

6- Faça uma coisa de cada vez;

7- Seja otimista.

1. Explore seus vários sentidos

Quanto mais sentidos você utiliza na obtenção de um novo aprendizado (visão, audição, olfato, tato e diálogo interno) mais você é capaz de reter esse aprendizado e em menos tempo. Explore sempre que possível o uso de recursos multimídia: computador, celular, música. Mas também existem outras formas como por exemplo: falar em voz alta para si mesmo, imaginar cheiros, sabores, visões, e criar pensamentos positivos sobre os benefícios desse novo aprendizado. Muitos sentidos são estimulados quando conversamos alguma questão interna com amigos por exemplo, pois estamos nos expondo e escutando o que falamos, por isso nosso cérebro acaba tendo mais recursos para nos ajudar a pensar.

2. Modele alguém que você admire

Tudo aquilo que você achar que não tem capacidade para fazer sozinho, pode simplesmente identificar alguém que seja expert na área que você está tendo necessidade de aprender e modelar a forma como ela faz as coisas. Qual a entonação de voz ela utiliza, como ela se expressa, o que ela faz diferente de você ou o que ela faz que você ainda não fez, como ela pensa, e por aí vai. É como se você copiasse a pessoa, mas colocando o teu DNA nos atos.

Aos poucos, proporcione pequenos desafios para si mesmo. Assim você terá a oportunidade de colocar em prática o que estiver aprendendo.

3. Adie recompensas

Educar para o adiamento de recompensa é fundamental para atingirmos níveis de maior equilíbrio na vida. Inclusive, pesquisas demonstraram que crianças que conseguem adiar recompensas se tornam adultos mais felizes e menos frustrados. Quando você se deixa levar pela ansiedade o que procur é a recompensa para aliviar aquele incômodo interno. Mas a que preço isso acontece? As dívidas no cartão, geralmente demonstram o quão ansioso(a) você está.

Uma das estratégias que foram utilizadas com crianças que agiam por impulso, no teste acima, foi fazer com que elas pensassem na cor do marshmellow, no formato ou na textura desviando o foco da atenção do doce para outro aspecto que não motivasse o desejo por comer aquela guloseima. Quando desviamos o foco da nossa atenção, somos capazes de controlar melhor os nossos desejos.

Por isso, procure enganar o teu cérebro quando estiver ansioso, imaginando todos os benefícios que você pode ganhar se decidir adiar uma recompensa.

4- Explore sua memória

Temos vários tipos de memória. Isso por si só já nos dá uma grande quantidade de recursos que temos a nossa disposição para acessarmos a hora que quisermos. É que temos o hábito, por conta das nossas crenças que foram formadas lá na infância, de deixarmos fluir pensamentos automáticos, pois somos condicionados a sempre pensar da mesma forma e ainda nos justificamos falando: Eu nasci assim, cresci assim e vou morrer assim e vou ser sempre assim. (Agora 1 minuto de silêncio pra quem pensa assim, rs).

Agindo assim deixamos escapar algumas das melhores oportunidades que temos na vida que é  aproveitar o fracasso, ou a crise, para crescer e mudar o jeito que pensamos. Não estou dizendo com isso que pensamos sempre de forma errada, mas que devemos tirar proveito da crise para ampliarmos nossos pensamentos, pensando mais positivamente, sendo mais otimista, pensando fora da caixa para atingirmos uma melhor qualidade de vida.

E o que você deve fazer ao explorar ao máximo sua amígdala (região do cérebro importante para o conteúdo emocional ligado às memórias). Mas como eu posso fazer isso? Uma paciente um dia me perguntou: Identifique qual o recurso interno você precisa para superar o teu desafio: coragem, perseverança, disciplina, compaixão, responsabilidade, assiduidade, eloquência, força de vontade e poraí vai. Depois, puxe na memória uma lembrança correspondente ao recurso que você precisa e traga-o para o teu momento atual.

5. Priorize aquilo que é mais importante para você

A parte do cérebro que toma decisões é muito pequena e logo se enche. Portanto, se temos muitas coisas a serem feitas ao longo do dia, a melhor coisa que podemos fazer para maximizar o desempenho do nosso cérebro, é escrever nossas prioridades no papel. Você pode depois disto, desenhar no papel algum símbolo que faz você lembrar daquela tarefa. Assim utilizamos menos recursos do cérebro, que não precisa guardar conjuntos de palavras e sim apenas imagens. Temos sempre muitas ideias rondando nossa cabeça. Coloque-as no papel e veja qual delas são mais importantes e execute, dando valor àquilo que é mais importante na sua vida. Senão, você corre o risco de ser vitimado com a síndrome da inovação (Pessoas que nunca estão satisfeitas com nada e estão sempre em busca da novidade).

6. Faça uma coisa de cada vez

Vivemos num mundo totalmente conectado em que muita gente diz conseguir trabalhar fazendo várias coisas ao mesmo tempo. Entretanto, agindo assim não conseguimos dar a devida atenção a nada. Imagine uma situação, que hoje é mais corriqueira do que se pensa: Uma pessoa sai para jantar com a outra e uma delas fica o tempo todo olhando o celular. A pessoa que está com o celular pensa que está fazendo tudo ao mesmo tempo, mas não está. Isso porque quando lidamos com pessoas, as coisas são diferentes. Se tentarmos fazer tarefas que envolvem alguma decisão nossa, ao mesmo tempo em que tentamos executar uma atividade motora, uma atrapalha a outra. Por isso não é recomendado que se fale ao celular enquanto dirigimos. Tanto as nossas decisões tomadas na conversa ao celular serão influenciadas, assim como a nossa capacidade para dirigir.

Faça uma coisa de cada vez

Um experimento realizado pela Volkswagen comprova isso: Colocaram várias pessoas numa sala de cinema para assistirem a um filme sobre direção. Poucos segundos após o início do filme, que a princípio tinha a cena de uma pessoa dirigindo, uma campainha de celular começou a ecoar em todo o cinema e enquanto todos pararam de prestar atenção no filme para ver se era os seus celulares que estavam tocando, a cena do filme mudou para um acidente porque o telefone que estava tocando era o da cena do filme e assim como o motorista do filme não prestou atenção, as pessoas que estavam assistindo também não.

7. Seja otimista

Você já se pegou pensando no que poderia acontecer em algo que ainda não aconteceu? Ou o que poderia ter acontecido em um acontecimento que já passou se você tivesse tido um comportamento diferente?

Nosso cérebro adora vivenciar múltiplas opções para os acontecimentos. Quando imaginamos todas as opções que podem nos acontecer, estamos vivenciando-as e com isso perdendo muita energia. Manter-se otimista, é a melhor solução para manter o nosso nível de bem-estar em alta. As pessoas que são otimistas vivem mais e costumam ter melhor desempenho no trabalho.

Não podemos conscientemente manipular nossos níveis de norepinefrina e dopamina, de muitas formas para maximizar nossa capacidade de alerta e interesse. Essas duas substâncias, produzidas pelo cérebro, são responsáveis por influenciar o nosso humor, nosso nível de ansiedade, alimentação, níveis de prazer e motivação. Ambas são ativadas pelas crenças internas que cultivamos.

Quando estamos felizes, o núcleo acumbente, uma região no meio do cérebro, é ativado. Essa região parece é vital para a motivação e para a sensação de que o que estamos fazendo é recompensador.

Resumo

Explore seus vários sentidos: isso faz com que você pense melhor e mais claramente.

Modele alguém que você admire: opte adquirir uma excelência que ainda não possui.

Adie recompensas: aansiedade te faz muitas vezes meter os pés pelas mãos.

Explore sua memória: use suas memórias a seu favor.

Priorize aquilo que é mais importante para você: dê valor àquilo que é mais importante na sua vida.

Faça uma coisa de cada vez: esteja sempre presente de corpo e alma naquilo que esteja fazendo.

Seja otimista: cultive bons pensamentos.

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2018-11-12T15:16:40+00:00novembro 12th, 2018|Neurociência|
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